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domingo, 5 de novembro de 2023

TORDO E GALINHOLA

 Aquele dia amanhecera frio e nublado. O tordo, já senhor do seu território, poisa sobre uns velhos troncos esquecidos no tempo.

 Observa uma galinhola, que, ali perto, percorre o solo revolvendo a folhagem caída dispersa pelo chão,  em busca de alimento.

 Uma ténue névoa, lança o seu manto sobre a floresta outonal. Sobre tudo isto, reina a tranquilidade e o silêncio.

 

O tordo, a galinhola e uma neblina de Outono.

Onde reina a galinhola, reina  a tranquilidade e o silêncio

 

Acrílico S/ Tela

Dimensões: 42 x 29,7. 

Título. Tordo e Galinhola

Autor. J.P.L. Novembro 2023

 

TORDO E GALINHOLA. Sequência fotográfica

 Aqui se observa nesta série de fotos sobre a mesma obra a minha dificuldade em escolher uma delas para ilustrar aquilo que penso. Todas iguais, todas diferentes.











domingo, 29 de outubro de 2023

GALINHOLA EM SERENO VOO


 Na quietude do velho pinhal, ao  final de um dia fresco de Outono em que  se notava a brisa leve de nordeste, prelúdio de uma noite serena e fria, surge, como que por encanto em sereno voo uma silhueta tão peculiar como esquiva. A Galinhola. 

 Poucos instantes antes havia deixado o mais intimo do bosque onde repousara durante o dia. Movida pela necessidade que a todos ocorre pela busca de alimento, lá vai ao seu destino, quiçá,  em algum prado distante. 


 

 Acrílico sobre tela

dimensões: 42 x 29,7 cm

Data. Novembro de 2023

Autor. J.P.L.

 

segunda-feira, 13 de março de 2023

TORDOS NO LITORAL

 TORDOS 

 


 

Um dia, no Outono, chegam os primeiros tordos, e, de imediato, elegem para passar o Inverno, os vastos zimbreirais costeiros carregados de zimbro. Ao longe a Serra de Sintra. Decorrem os dias num vai e vem constante para os turdídeos na busca de alimento. Ao cair da tarde irão repousar nos  pinhais próximos. Ao amanhecer os seus bandos soltam silvos estridentes que são correspondidos por outros, em constante movimento. 

 


 
Tudo isto ocorria em meados dos anos sessenta e setenta do século XX na então isolada Quinta da Marinha. O quadro representa um desses dias que tive o privilégio de viver.

Acrílico S/ tela
Dimensões: 49 X 29,7
Autor. J.P.L. Março de 2023.

 Recsolvi, sob estas linhas, anexar algumas imagens que antecederam a conclusão desta obra para vossa apreciação. 

 



 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

GALINHOLA NAQUELE FIM DE TARDE

 Um fim de tarde como outros de um dia de Outono?  Talvez ! Mas este ir-me-ia proporcionar um breve encontro com a esquiva galinhola. O encontro inesperado pareceu-me ser uma surpresa também para ela.


GALINHOLA NAQUELE FIM DE TARDE


O ENCONTRO INESPERADO

 

  A imagem que guardei na memória e aqui procuro reproduzir, regista esse momento tão especial. Foi uma questão de segundos para que a adorada ave sumisse de novo.

 

 

FOI UMA QUESTÃO DE SEGUNDOS PARA QUE A ADORADA AVE SUMISSE DE NOVO

 O que a fez abandonar o recanto profundo do amado bosque? Creio que a aproximação do meu cão, ou algum ruído estranho, foi o suficiente. Vivia eu então o ano de 1998 e nesses tempos, como ainda hoje, não dispenso sempre que posso, ir " arejar " o espírito. 


Acrílico s/ tela

Dimensões: 39 X 29,5.

Autor: J.P.L. Obs:  Esta obra já não pertence ao autor.  Em ( 25 - 02 - 2023 )

 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

GALINHOLA NOS CAMPOS DA MINHA TERRA.

GALINHOLA


A Galinhola, solitária, alegra um campo da minha terra. Esta ave, senhora de grandes paixões daqueles que uma vez com ela partilharam momentos na vida, como felizmente ´foi o meu caso, de vez em quando leva-me a prócurar repor na tela alguns desses inolvidáveis momentos. Senhora dos crepúsculos e da noite. De dia recolhida no mais profundo e sombrio local da floresta. Eis parte do seu encanto. Para meu bem continuarei a recordá-la nas horas em que os pincéis seguem o espírito.


GALINHOLA

Duas imagens de uma mesma obra. Tudo se resume a uma questão de gosto. Escolhi estas duas fotos deste meu recente quadro.

GALINHOLA NUM CAMPO DA MINHA TERRA

Acrílico s/ tela

Dimensões: (  42 X 29,7 cm )


segunda-feira, 20 de junho de 2022

UM DIA DIFERENTE

 


 

 Naquele dia algo de diferente ocorreu... O senhor das campinas desse Ribatejo, o tão respeitado e temido Toiro bravo, assim designado pela sua natureza indomesticável, observou que outro respeitado senhor das serranias, montados e regiões inóspitas, havia " invadido " os seus domínios. Um grande e hirsuto javali, com as suas navalhas bem salientes, demonstrava querência por  aqueles terrenos. 

  Inadmissível tão temerário atrevimento... E foi assim que  iniciou de imediato uma investida. O javali ao aperceber-se de tão imponente figura em sua direcção, mais não fez do que retirar-se prudentemente. Pelo caminho e entre o ruído e movimentações destes " figurões, " surge uma tímida galinhola, a qual sem esperar mais e perigosos atropelos ao seu sossego, eleva-se nos ares rumo a outro local onde a paz e a tranquilidade seja apanágio.

 

A mesma obra fotografada com outra luminosidade. Qual delas a melhor ?

 


Acrílico sobre tela

Dimensões. 42 X 29,7 cm 

Autor. O signatário, em Junho de 2022


terça-feira, 17 de maio de 2022

PARDAIS NA ESPLANADA

 

PARDAIS. INSEPARÁVEIS AMIGOS CITADINOS DE ESPLANADAS AO AR LIVRE.

Serenamente uns e outros desfrutam agradáveis momentos de lazer. Aqui vemos estes nossos companheiros de esplanada esperando a sua vez de se servirem. Estes em self-service* como é vulgar vê-los, por vezes, junto de nós. Oxalá por muitos e bons anos.

 * Self-service é um sistema de atendimento que alguns estabelecimentos utilizam em que o próprio cliente se serve, realizando o serviço que em outra circunstância seria feito por um funcionário:

 

Obs. Esta obra já não pertence ao autor. Em Dezembro de 2022

 

quinta-feira, 14 de abril de 2022

A SURPRESA !

A RAPOSA BEM TENTOU...

PORÉM A GALINHOLA NÃO SE DEIXOU SURPREENDER.

 AMBOS OS ANIMAIS DESEMPENHAM AQUI, DO MEU PONTO DE VISTA, UMA DAS MUITAS E MULTIFACETADAS EXPRESSÕES QUE A NATUREZA OS DOTOU.

 A ARTE DA ASTÚCIA E A ARTE DA CAMUFLAGEM, ESTA ÚLTIMA QUE A GALINHOLA UTILIZA COM MESTRIA.

SEM VENCEDOR OU VENCIDO A " SAGA " CONTINUA NO DIA A DIA  DE CADA UM.




 

Acrílico sobre tela

dimensões de uma folha A3 ou seja; ( 42 X 29.7 cm )

Trabalho terminado em Abril de 2022


quarta-feira, 30 de março de 2022

UM DIA ...

 Decorriam os anos sem sobressaltos de maior. Conhecedor dos locais das brincadeiras em jovem, nada  impedia que no presente os visitasse com a mesma alegria e despreocupação.

Nos areais

 Sabedora, por experiência, desses pontos que  os coelhos  utilizam nas suas folganças, será conveniente, para si, proceder a uma revista aos mesmos não se vá dar o caso que, algum despreocupado lhe permita a aproximação desejada, afim de agir como os seus antepassados sempre o fizeram e dos quais ela é fiel seguidora. 


Sob um céu radioso. Pinheiros, dunas, arbusto, raposa e coelho. A vida para além do óbvio.

 Este cenário obtive-o numa área da Quinta da Marinha, em anos recuados. Meados dos anos 80 para ser concreto. Tentei reproduzir tudo o que os meus olhos viram. Foi num lapso de tempo. O coelho fugiu e a raposa não esperou por mim. Para finalizar; Toda esta vegetação foi destruída por um incêndio e hoje nada resta deste bucólico lugar, como era então.

 

Acrílico sobre papel.

Dimensões : 29,50 X 21 ( Mais ou menos uma folha A 4 )

Autor. José Pinto Lopes

Março de 2022


segunda-feira, 14 de março de 2022

A COURELA

 

 

 CASCAIS.  ANOS 50 E OS SEUS ARREBALDES SALOIOS.

 Apresento -vos aquilo que seria um aspecto quotidiano em meados da primeira metade do século passado, aqui, na região entre Cascais e a serra de Sintra. A courela e a habitação constituíam a aspiração maior do habitante da então região saloia em que toda esta área se inseria. A perdiz  existia em abundância por esses campos de antanho.

 (... ) " Quando pouco depois de sair de casa era logo mato e começavam a saltar perdizes " 

 

(... ) * 1* 1- Extrato da obra de Pedro Falcão " Cascais Menino.

     1º Volume. pág 34

     1ª edição. Ano de 1970

 

   O moinho de vento lá no alto  em pleno movimento, impelidas as suas velas por um vento  suão.

 A COURELA


" A zona interior do concelho é praticamente isenta de arborização. De uma maneira geral os terrenos desta zona são aproveitados para culturas de sequeiro nas quais predomina a cultura do trigo "            

 (... ) 2 - Monografia de Cascais. " Alguns aspectos sobre a agricultura " ( pág. 102 )

Edição da C.M.C. Ano 1969




Em plena laboração



O moinho no alto da Aldeia do Cobre

A perdiz entre os cereais

A casa e a courela do " ti Zé Timóteo " com o mesmo junto dela e o seu gatinho.

 

" O império do pequeno agricultor de carácter doméstico, pouco além da modesta subsistência, aliado à repulsa pela inovação tecnológica que moldava a mentalidade saloia, ocasionaram a manutenção de processos agrários ancestrais, vigentes até à extinção da ruralidade, no alvor dos anos Setenta do século passado "    ( ... ) 3

* 3 -Extrato da obra de  Maria Micaela Soares  " Saloios de Cascais. "

   1ª Edição.  Abril do Ano de 2013 -( pág: 135 )

        

Título da obra. A COURELA

Acrílico sobre tela

Dimensões: ( 42 X 29. 7 cm )

Em Março de 2022.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

PRELÚDIO

  Prelúdio é sinal ou indício do que há de acontecer no futuro; prelúdio significa também a primeira etapa para determinado desfecho.

No caso aqui em apreço uma galinhola e um javali olham -se presumo que surpresos. O recanto do bosque é morada de ambos mas coabitar é difícil. Que sucederá então ?


A GALINHOLA E O JAVALI

(...) As Galinholas são aves recatadas, timoratas, quase monásticas, e professam um desdém panteísta pelo sol do meio - dia e a alacridade estival. O seu meio regalado está nos crepúsculos e nas noites de luar. (...) * 1

SERÁ ENTÃO " A BELA E O MONSTRO " ?
 

Javali. Animal muito forte, violento e brutal, facilmente irritável e prontamente agressivo, dispondo de armas terríveis (...) Até o seu aspecto intimida (...) cerdas negras e ásperas eriçadas no testuz e garrote, aumentando consideravelmente o volume do animal; olhos pequeninos em que fulguram lampejos de malícia e malvadez; (... ) *2

* 1. Aquilino Ribeiro " O Homem Da Nave "

* 2.  " A Caça Em Portugal "

 

Obra de minha autoria sob o título em epígrafe

Acrílico sobre tela cartonada

dimensões; 24 X 30

Fevereiro de 2022

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

A MARAVILHOSA PRESENÇA. A MARAVILHOSA AUSÊNCIA...

                                                         Está tudo dito.
 

sábado, 12 de fevereiro de 2022

AVÔ ZÉ

 Aqui vos apresento o Avô Zé. Pessoa vivida e respeitável, ancião desses meus tempos de criança.

 Com base na minha imaginação, pois não tenho qualquer  referência fotográfica à sua pessoa, construí este quadro. Quando pelos finais dos anos cinquenta e princípios dos sessenta, eu, então com menos de uma dúzia de anos corria livremente pelos saudosos campos que rodeavam a povoação onde nasci, o meu Cobre  hoje irreconhecível.

 Enfim...  O Avô Zé,  tinha como hábito regressar dos campos, não raras vezes, com um feixe de lenha para, dizia ele " aconchegar os seus animais ". 

Andava neste trabalho  até ao escurecer. Outros dias labutava também de Sol a Sol pelos seus amados campos de cultivo esmeradamente tratados.  Tinha família, claro, que por vezes eu via por ali. Sei-o hoje, era feliz assim e, diversas vezes o dizia.

 Ouvia-o contar histórias da sua juventude dos " bons tempos quando era novo como tu, " dizia -me com carinho.

Que imensa mágoa tive quando ele partiu para sempre. O bom e idoso " Avô Zé " como era por todos conhecido e estimado.  Como é que eu, um garoto,  poderia imaginar o que é o fim da vida?  Os anos decorreram e aqui estou, volvidos perto de setenta anos, a homenageá-lo como posso.


O AVÔ ZÉ



O AVÔ ZÉ


segunda-feira, 15 de novembro de 2021

GALINHOLA. AVE DOS CREPÚSCULOS


    "  A galinhola vive solitária nos nossos pinhais,ela é o protótipo da ave que ama a solidão, espécie de eremita do mundo alado. Quem por essas florestas da nossa terra procurar galinholas há-de encontrá-las sempre - quase sempre -sós, sem companheiras. Ás vezes, uma vez ou outra que não é raríssima, lá saem duas galinholas juntas... velho casal que ficou unido nestas terras longínquas do seu ninho ou crença de ambas pelo mesmo abrigo.

 

Lá saem duas galinholas juntas...

Nos dias de invernia, bastante chuvosos...

 Nos dias de invernia, bastante chuvosos, a galinhola encontra-se com mais frequência nos pinhais e bastios sem grandes matos, nas rapadas, muitas vezes na orla dos matos mas à beira da parte roçada.

Parece fugir ao excesso de água que na vegetação rasteira fica suspensa, um simples tronco de pinheiro lhe pode servir de abrigo. Em dias assim, e muito mais se há vento forte, a galinhola já não tem a mesma calma, anda agitada ,desconfiada. " *

Parecem fugir ao excesso de água ...

Sob uma luz diferente as mesmas Galinholas


Acrílico sobre tela

Medidas: 24 X 30

Conclusão em 15 -11 -2021.

 Nota. Esta obra foi entregue a um apreciador da ave em questão como modesto reconhecimento pelas " penas do pintor " que teve o cuidado de guardar, para me obsequiar com elas. Para ele a minha gratidão.

Textos extraídos do livro " GALINHOLAS " de Fernando de Araújo Ferreira, editado em 1949.

 Como referido anteriormente esta obra já não pertence ao autor. Ano de 2022

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

AR DE OUTONO

 Concluída no final de Outubro, a minha obra que ora aqui exponho.

 Intitulei-a  " Ar de Outono " querendo, com isto, aludir a um dia nas nossas regiões em que coabitam as mais diversas espécies. Imaginei um pequeno bosque, para onde seguem alguns pombos torcazes, alheios ao ataque de uma águia que afastada deles, acabava de caçar uma perdiz, atacando um bando, o qual, surpreendido, fugiu para onde pode.

 Também uma  codorniz afasta-se em voo para bem longe. Como " pano " de fundo, uma belíssima paisagem donde nada destacarei, excepto a luminosidade própria de um dia de Outono.

 Tudo isto serve para atenuar  uma saudade de tempos idos, em que  dava por adquirido o que infelizmente perdi, ou seja, deparar com imagens semelhantes ao  quadro relativamente perto do meu torrão natal.

 As razões? O chamado progresso. Mas isso não cabe na minha tela.

 

Devido às medidas da folha onde construí o " Ar de Outono ", recorro a três fotografias porque é muito difícil para mim, obter a imagem ideal. Até as nuances do colorido são complicadas de ficarem a gosto.

 

 

ESCAPAM À RAPINA AS PERDIZES E A CODORNIZ

VOAM OS TORCAZES LÁ AO LONGE

UMA  VISTA GERAL

 

Acrílico S / papel de grão fino 100% algodão. 200g/m2 . 90 lbs

Dimensões :  30,5 x 45,5 cm  e  12 " x 18  

Autor. José Pinto Lopes .