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domingo, 29 de outubro de 2023

GALINHOLA EM SERENO VOO


 Na quietude do velho pinhal, ao  final de um dia fresco de Outono em que  se notava a brisa leve de nordeste, prelúdio de uma noite serena e fria, surge, como que por encanto em sereno voo uma silhueta tão peculiar como esquiva. A Galinhola. 

 Poucos instantes antes havia deixado o mais intimo do bosque onde repousara durante o dia. Movida pela necessidade que a todos ocorre pela busca de alimento, lá vai ao seu destino, quiçá,  em algum prado distante. 


 

 Acrílico sobre tela

dimensões: 42 x 29,7 cm

Data. Novembro de 2023

Autor. J.P.L.

 

segunda-feira, 13 de março de 2023

TORDOS NO LITORAL

 TORDOS 

 


 

Um dia, no Outono, chegam os primeiros tordos, e, de imediato, elegem para passar o Inverno, os vastos zimbreirais costeiros carregados de zimbro. Ao longe a Serra de Sintra. Decorrem os dias num vai e vem constante para os turdídeos na busca de alimento. Ao cair da tarde irão repousar nos  pinhais próximos. Ao amanhecer os seus bandos soltam silvos estridentes que são correspondidos por outros, em constante movimento. 

 


 
Tudo isto ocorria em meados dos anos sessenta e setenta do século XX na então isolada Quinta da Marinha. O quadro representa um desses dias que tive o privilégio de viver.

Acrílico S/ tela
Dimensões: 49 X 29,7
Autor. J.P.L. Março de 2023.

 Recsolvi, sob estas linhas, anexar algumas imagens que antecederam a conclusão desta obra para vossa apreciação. 

 



 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

GALINHOLA NAQUELE FIM DE TARDE

 Um fim de tarde como outros de um dia de Outono?  Talvez ! Mas este ir-me-ia proporcionar um breve encontro com a esquiva galinhola. O encontro inesperado pareceu-me ser uma surpresa também para ela.


GALINHOLA NAQUELE FIM DE TARDE


O ENCONTRO INESPERADO

 

  A imagem que guardei na memória e aqui procuro reproduzir, regista esse momento tão especial. Foi uma questão de segundos para que a adorada ave sumisse de novo.

 

 

FOI UMA QUESTÃO DE SEGUNDOS PARA QUE A ADORADA AVE SUMISSE DE NOVO

 O que a fez abandonar o recanto profundo do amado bosque? Creio que a aproximação do meu cão, ou algum ruído estranho, foi o suficiente. Vivia eu então o ano de 1998 e nesses tempos, como ainda hoje, não dispenso sempre que posso, ir " arejar " o espírito. 


Acrílico s/ tela

Dimensões: 39 X 29,5.

Autor: J.P.L. Obs:  Esta obra já não pertence ao autor.  Em ( 25 - 02 - 2023 )

 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

GALINHOLA NOS CAMPOS DA MINHA TERRA.

GALINHOLA


A Galinhola, solitária, alegra um campo da minha terra. Esta ave, senhora de grandes paixões daqueles que uma vez com ela partilharam momentos na vida, como felizmente ´foi o meu caso, de vez em quando leva-me a prócurar repor na tela alguns desses inolvidáveis momentos. Senhora dos crepúsculos e da noite. De dia recolhida no mais profundo e sombrio local da floresta. Eis parte do seu encanto. Para meu bem continuarei a recordá-la nas horas em que os pincéis seguem o espírito.


GALINHOLA

Duas imagens de uma mesma obra. Tudo se resume a uma questão de gosto. Escolhi estas duas fotos deste meu recente quadro.

GALINHOLA NUM CAMPO DA MINHA TERRA

Acrílico s/ tela

Dimensões: (  42 X 29,7 cm )


segunda-feira, 20 de junho de 2022

UM DIA DIFERENTE

 


 

 Naquele dia algo de diferente ocorreu... O senhor das campinas desse Ribatejo, o tão respeitado e temido Toiro bravo, assim designado pela sua natureza indomesticável, observou que outro respeitado senhor das serranias, montados e regiões inóspitas, havia " invadido " os seus domínios. Um grande e hirsuto javali, com as suas navalhas bem salientes, demonstrava querência por  aqueles terrenos. 

  Inadmissível tão temerário atrevimento... E foi assim que  iniciou de imediato uma investida. O javali ao aperceber-se de tão imponente figura em sua direcção, mais não fez do que retirar-se prudentemente. Pelo caminho e entre o ruído e movimentações destes " figurões, " surge uma tímida galinhola, a qual sem esperar mais e perigosos atropelos ao seu sossego, eleva-se nos ares rumo a outro local onde a paz e a tranquilidade seja apanágio.

 

A mesma obra fotografada com outra luminosidade. Qual delas a melhor ?

 


Acrílico sobre tela

Dimensões. 42 X 29,7 cm 

Autor. O signatário, em Junho de 2022


terça-feira, 17 de maio de 2022

PARDAIS NA ESPLANADA

 

PARDAIS. INSEPARÁVEIS AMIGOS CITADINOS DE ESPLANADAS AO AR LIVRE.

Serenamente uns e outros desfrutam agradáveis momentos de lazer. Aqui vemos estes nossos companheiros de esplanada esperando a sua vez de se servirem. Estes em self-service* como é vulgar vê-los, por vezes, junto de nós. Oxalá por muitos e bons anos.

 * Self-service é um sistema de atendimento que alguns estabelecimentos utilizam em que o próprio cliente se serve, realizando o serviço que em outra circunstância seria feito por um funcionário:

 

Obs. Esta obra já não pertence ao autor. Em Dezembro de 2022

 

quinta-feira, 14 de abril de 2022

A SURPRESA !

A RAPOSA BEM TENTOU...

PORÉM A GALINHOLA NÃO SE DEIXOU SURPREENDER.

 AMBOS OS ANIMAIS DESEMPENHAM AQUI, DO MEU PONTO DE VISTA, UMA DAS MUITAS E MULTIFACETADAS EXPRESSÕES QUE A NATUREZA OS DOTOU.

 A ARTE DA ASTÚCIA E A ARTE DA CAMUFLAGEM, ESTA ÚLTIMA QUE A GALINHOLA UTILIZA COM MESTRIA.

SEM VENCEDOR OU VENCIDO A " SAGA " CONTINUA NO DIA A DIA  DE CADA UM.




 

Acrílico sobre tela

dimensões de uma folha A3 ou seja; ( 42 X 29.7 cm )

Trabalho terminado em Abril de 2022


quarta-feira, 30 de março de 2022

UM DIA ...

 Decorriam os anos sem sobressaltos de maior. Conhecedor dos locais das brincadeiras em jovem, nada  impedia que no presente os visitasse com a mesma alegria e despreocupação.

Nos areais

 Sabedora, por experiência, desses pontos que  os coelhos  utilizam nas suas folganças, será conveniente, para si, proceder a uma revista aos mesmos não se vá dar o caso que, algum despreocupado lhe permita a aproximação desejada, afim de agir como os seus antepassados sempre o fizeram e dos quais ela é fiel seguidora. 


Sob um céu radioso. Pinheiros, dunas, arbusto, raposa e coelho. A vida para além do óbvio.

 Este cenário obtive-o numa área da Quinta da Marinha, em anos recuados. Meados dos anos 80 para ser concreto. Tentei reproduzir tudo o que os meus olhos viram. Foi num lapso de tempo. O coelho fugiu e a raposa não esperou por mim. Para finalizar; Toda esta vegetação foi destruída por um incêndio e hoje nada resta deste bucólico lugar, como era então.

 

Acrílico sobre papel.

Dimensões : 29,50 X 21 ( Mais ou menos uma folha A 4 )

Autor. José Pinto Lopes

Março de 2022


segunda-feira, 14 de março de 2022

A COURELA

 

 

 CASCAIS.  ANOS 50 E OS SEUS ARREBALDES SALOIOS.

 Apresento -vos aquilo que seria um aspecto quotidiano em meados da primeira metade do século passado, aqui, na região entre Cascais e a serra de Sintra. A courela e a habitação constituíam a aspiração maior do habitante da então região saloia em que toda esta área se inseria. A perdiz  existia em abundância por esses campos de antanho.

 (... ) " Quando pouco depois de sair de casa era logo mato e começavam a saltar perdizes " 

 

(... ) * 1* 1- Extrato da obra de Pedro Falcão " Cascais Menino.

     1º Volume. pág 34

     1ª edição. Ano de 1970

 

   O moinho de vento lá no alto  em pleno movimento, impelidas as suas velas por um vento  suão.

 A COURELA


" A zona interior do concelho é praticamente isenta de arborização. De uma maneira geral os terrenos desta zona são aproveitados para culturas de sequeiro nas quais predomina a cultura do trigo "            

 (... ) 2 - Monografia de Cascais. " Alguns aspectos sobre a agricultura " ( pág. 102 )

Edição da C.M.C. Ano 1969




Em plena laboração



O moinho no alto da Aldeia do Cobre

A perdiz entre os cereais

A casa e a courela do " ti Zé Timóteo " com o mesmo junto dela e o seu gatinho.

 

" O império do pequeno agricultor de carácter doméstico, pouco além da modesta subsistência, aliado à repulsa pela inovação tecnológica que moldava a mentalidade saloia, ocasionaram a manutenção de processos agrários ancestrais, vigentes até à extinção da ruralidade, no alvor dos anos Setenta do século passado "    ( ... ) 3

* 3 -Extrato da obra de  Maria Micaela Soares  " Saloios de Cascais. "

   1ª Edição.  Abril do Ano de 2013 -( pág: 135 )

        

Título da obra. A COURELA

Acrílico sobre tela

Dimensões: ( 42 X 29. 7 cm )

Em Março de 2022.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

PRELÚDIO

  Prelúdio é sinal ou indício do que há de acontecer no futuro; prelúdio significa também a primeira etapa para determinado desfecho.

No caso aqui em apreço uma galinhola e um javali olham -se presumo que surpresos. O recanto do bosque é morada de ambos mas coabitar é difícil. Que sucederá então ?


A GALINHOLA E O JAVALI

(...) As Galinholas são aves recatadas, timoratas, quase monásticas, e professam um desdém panteísta pelo sol do meio - dia e a alacridade estival. O seu meio regalado está nos crepúsculos e nas noites de luar. (...) * 1

SERÁ ENTÃO " A BELA E O MONSTRO " ?
 

Javali. Animal muito forte, violento e brutal, facilmente irritável e prontamente agressivo, dispondo de armas terríveis (...) Até o seu aspecto intimida (...) cerdas negras e ásperas eriçadas no testuz e garrote, aumentando consideravelmente o volume do animal; olhos pequeninos em que fulguram lampejos de malícia e malvadez; (... ) *2

* 1. Aquilino Ribeiro " O Homem Da Nave "

* 2.  " A Caça Em Portugal "

 

Obra de minha autoria sob o título em epígrafe

Acrílico sobre tela cartonada

dimensões; 24 X 30

Fevereiro de 2022

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

A MARAVILHOSA PRESENÇA. A MARAVILHOSA AUSÊNCIA...

                                                         Está tudo dito.
 

sábado, 12 de fevereiro de 2022

AVÔ ZÉ

 Aqui vos apresento o Avô Zé. Pessoa vivida e respeitável, ancião desses meus tempos de criança.

 Com base na minha imaginação, pois não tenho qualquer  referência fotográfica à sua pessoa, construí este quadro. Quando pelos finais dos anos cinquenta e princípios dos sessenta, eu, então com menos de uma dúzia de anos corria livremente pelos saudosos campos que rodeavam a povoação onde nasci, o meu Cobre  hoje irreconhecível.

 Enfim...  O Avô Zé,  tinha como hábito regressar dos campos, não raras vezes, com um feixe de lenha para, dizia ele " aconchegar os seus animais ". 

Andava neste trabalho  até ao escurecer. Outros dias labutava também de Sol a Sol pelos seus amados campos de cultivo esmeradamente tratados.  Tinha família, claro, que por vezes eu via por ali. Sei-o hoje, era feliz assim e, diversas vezes o dizia.

 Ouvia-o contar histórias da sua juventude dos " bons tempos quando era novo como tu, " dizia -me com carinho.

Que imensa mágoa tive quando ele partiu para sempre. O bom e idoso " Avô Zé " como era por todos conhecido e estimado.  Como é que eu, um garoto,  poderia imaginar o que é o fim da vida?  Os anos decorreram e aqui estou, volvidos perto de setenta anos, a homenageá-lo como posso.


O AVÔ ZÉ



O AVÔ ZÉ


segunda-feira, 15 de novembro de 2021

GALINHOLA. AVE DOS CREPÚSCULOS


    "  A galinhola vive solitária nos nossos pinhais,ela é o protótipo da ave que ama a solidão, espécie de eremita do mundo alado. Quem por essas florestas da nossa terra procurar galinholas há-de encontrá-las sempre - quase sempre -sós, sem companheiras. Ás vezes, uma vez ou outra que não é raríssima, lá saem duas galinholas juntas... velho casal que ficou unido nestas terras longínquas do seu ninho ou crença de ambas pelo mesmo abrigo.

 

Lá saem duas galinholas juntas...

Nos dias de invernia, bastante chuvosos...

 Nos dias de invernia, bastante chuvosos, a galinhola encontra-se com mais frequência nos pinhais e bastios sem grandes matos, nas rapadas, muitas vezes na orla dos matos mas à beira da parte roçada.

Parece fugir ao excesso de água que na vegetação rasteira fica suspensa, um simples tronco de pinheiro lhe pode servir de abrigo. Em dias assim, e muito mais se há vento forte, a galinhola já não tem a mesma calma, anda agitada ,desconfiada. " *

Parecem fugir ao excesso de água ...

Sob uma luz diferente as mesmas Galinholas


Acrílico sobre tela

Medidas: 24 X 30

Conclusão em 15 -11 -2021.

 Nota. Esta obra foi entregue a um apreciador da ave em questão como modesto reconhecimento pelas " penas do pintor " que teve o cuidado de guardar, para me obsequiar com elas. Para ele a minha gratidão.

Textos extraídos do livro " GALINHOLAS " de Fernando de Araújo Ferreira, editado em 1949.

 Como referido anteriormente esta obra já não pertence ao autor. Ano de 2022

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

AR DE OUTONO

 Concluída no final de Outubro, a minha obra que ora aqui exponho.

 Intitulei-a  " Ar de Outono " querendo, com isto, aludir a um dia nas nossas regiões em que coabitam as mais diversas espécies. Imaginei um pequeno bosque, para onde seguem alguns pombos torcazes, alheios ao ataque de uma águia que afastada deles, acabava de caçar uma perdiz, atacando um bando, o qual, surpreendido, fugiu para onde pode.

 Também uma  codorniz afasta-se em voo para bem longe. Como " pano " de fundo, uma belíssima paisagem donde nada destacarei, excepto a luminosidade própria de um dia de Outono.

 Tudo isto serve para atenuar  uma saudade de tempos idos, em que  dava por adquirido o que infelizmente perdi, ou seja, deparar com imagens semelhantes ao  quadro relativamente perto do meu torrão natal.

 As razões? O chamado progresso. Mas isso não cabe na minha tela.

 

Devido às medidas da folha onde construí o " Ar de Outono ", recorro a três fotografias porque é muito difícil para mim, obter a imagem ideal. Até as nuances do colorido são complicadas de ficarem a gosto.

 

 

ESCAPAM À RAPINA AS PERDIZES E A CODORNIZ

VOAM OS TORCAZES LÁ AO LONGE

UMA  VISTA GERAL

 

Acrílico S / papel de grão fino 100% algodão. 200g/m2 . 90 lbs

Dimensões :  30,5 x 45,5 cm  e  12 " x 18  

Autor. José Pinto Lopes . 



quarta-feira, 13 de outubro de 2021

SINTRA em 1850

 


Apresento aqui uma obra, cujo autor não consegui identificar, mas representativa de uma técnica com a qual conseguiu focar pormenores extraordinários. Na parte que me diz respeito, é um dos exemplos que sigo e tento aprofundar. 

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

ESCRITA E LEITURA.

PORQUE A ESCRITA TAMBÉM É UMA ARTE EIS ALGUNS EXEMPLOS.

 
De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesridae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras atejasm no igaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

                    


Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua  mente leia corretamente o que está escrito.

  35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

 

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Os 10 livros mais caros de todos os tempos

 


Vivemos numa época em que muitas pessoas pensam que as cópias físicas dos livros estão desatualizadas e são simplesmente desnecessárias. Felizmente, ainda existem muitas pessoas no mundo que estão convencidas do contrário e dispostas a pagar por eles! Alguns destes livros possuem um enorme valor histórico, outros são simplesmente obras de arte - aqui está uma lista dos dez livros mais caros já alguma vez vendidos!

10. Os Contos de Beedle, o Bardo, J.K. Rowling - €3.6 milhões
J.K. Rowling criou 7 exemplares deste livro infantil que é mencionado várias vezes em Harry Potter e as Relíquias da Morte. Cada exemplar está escrito à mão e ilustrado pela própria autora, encadernado em pele castanha e decorado com prata e selenito. Ela ofereceu seis dos sete exemplares originais a amigos e editores. O sétimo exemplar foi, no entanto, leiloado por 3.6 milhões de euros, o que o torna o manuscrito moderno mais caro!

9. A Bíblia de Gutenberg - €4.6 milhões
A Bíblia de Gutenberg, também conhecida como a Bíblia das 42 linhas, é o primeiro livro impresso usando o tipo de metal móvel produzido em massa na Europa. Com cerca de 180 exemplares originais produzidos, apenas 48 chegaram aos dias de hoje e apenas 31 permanecem em perfeito estado. Um destes exemplares foi vendido em leilão por 4.6 milhões de euros em 1987.

8. O Primeiro Fólio, William Shakespeare - €5.6 milhões
“As Comédias, Histórias e Tragédias” de William Shakespeare ou simplesmente “O Primeiro Fólio” é uma coleção de peças de Shakespeare e foi impressa em 1623, apenas sete anos após a sua morte. Dos 750 exemplares originais apenas permanecem até aos dias de hoje cerca de 228. Considerado como o trabalho mais duradouro na literatura inglesa, esses exemplares são dos livros mais procurados por colecionadores de livros de todo o mundo. Paul Allen, o co-fundador da Microsoft, gastou 5.6 milhões de euros num deles em 2001.

7. Os Contos de Cantuária, Geoffrey Chaucer - €7 milhões
Apenas uma dúzia de exemplares da primeira edição de “Os Contos de Cantuária”, de Geoffrey Chaucer, impressos em 1477, estão espalhados pelo mundo hoje em dia. O último exemplar que estava na posse de um colecionador privado foi comprado por Earl Fitzwilliam por apenas €6.80 em 1776. Quem iria adivinhar que o mesmo exemplar seria vendido em leilão em 1998 por 7 milhões de euros.

6. As Aves da América, James Audubon - €10.8 milhões
Existem apenas 119 exemplares completos da primeira edição de “As Aves da América”. Um dos conjuntos de quatro volumes foi vendido em leilão em 2010 por uns fantásticos 10.8 milhões de euros! Dois outros exemplares da primeira edição foram vendidos em 2000 por 8.3 milhões de euros e em 2012 por 7.4 milhões de euros.

5. Livro de Orações Rothschild - €12.6 milhões
Também chamado de “Horas de Rothschild”, o "Livro de Orações Rothschild" é um livro manuscrito iluminado flamengo de horas. O manuscrito foi compilado por vários artistas por volta de 1500-20 e tem 254 fólios. Foi comprado em 1999 por 12.6 milhões de euros, o que bateu o recorde do manuscrito iluminado mais caro do mundo.
4. O Livro de Salmos da Baía - €13.4 milhões
“O Livro de Salmos da Baía” é provavelmente o mais conhecido, por ter sido o primeiro livro impresso na América do Norte britânica e foi primeiramente impresso em 1640 em Cambridge, Massachusetts. Há rumores de que restam apenas 11 exemplares do livro, um dos quais foi vendido em leilão em 2013 por 13.4 milhões de euros!

3. Evangelho de São Cuteberto - €13.4 milhões
O “Evangelho de São Cuteberto” ou “Evangelho de Stonyhurst” é um livro de bolso evangélico do século VIII escrito em latim. O que torna este livro único é que é um dos primeiros exemplos de encadernação no mundo. Foi vendido em leilão em 2012 por 13.4 milhões de euros.

2. Magna Carta (exemplar original) - €20.1 milhões
A “Magna Carta”, também conhecida como “Magna Carta Libertatum”, é uma carta redigida pelo arcebispo de Canterbury, e aceite pelo rei João de Inglaterra, para fazer a paz entre ele e um grupo de barões rebeldes. Em 2007, um exemplar original da Magna Carta foi comprado em leilão por 20.1 milhões de euros. Correm rumores de que o comprador foi David Rubenstein.

1. O Codex Leicester, Leonardo da Vinci - €29 milhões
Este caderno de 72 páginas é talvez o diário científico mais famoso de Da Vinci. Contém reflexões e teorias manuscritas sobre uma grande variedade de tópicos, como o movimento da água, por que a lua brilha e até mesmo fósseis. Em 1717, o manuscrito foi comprado pela primeira vez por Thomas Coke, que mais tarde se tornou Earl de Leicester, daí o nome do manuscrito. Em 1980, o manuscrito foi parar às mãos do colecionador de arte Armand Hammer. Em 1994, no entanto, o diário foi comprado por nada menos que o próprio Bill Gates, que pagou 29 milhões de euros por ele, tornando este manuscrito o livro mais caro já vendido. Bem, faz sentido que o livro mais caro pertença ao homem mais rico do mundo!
Agora que olhou para esta lista, esteja à vontade para correr até ao seu sótão ou até à garagem dos seus pais e mergulhar em caixas antigas com livros! Mesmo que a probabilidade de encontrar uma destas obras seja pequena, pode ainda assim estar sentado numa mina de ouro com um dos seus livros de primeira edição.

domingo, 25 de abril de 2021

GALINHOLA EM VIAGEM

 Como é sabido nutro por esta ave muita estima. Foi por elas que, na minha juventude, percorri quase todos os locais em que a sua presença parecia ser provável. Sempre que o fazia não ia só, levava comigo um grande companheiro, o cão. Só com ele é que se tornava possível saber se as grandes viajantes estavam ou não por cá. Veem em meados de Outubro, provenientes das regiões do norte da Europa, em busca de clima mais favorável para passar o Outono e Inverno. Por cá permanecem até quase Março, partindo então numa longa viagem de regresso. Dizem que alguns casais permanecem nas orlas dos Pirenéus. Não podem sobreviver por cá, devido essencialmente ao estio, que não permite a obtenção do seu peculiar alimento. A imagem que aqui vemos retirei-a dos arquivos da memória. Era uma manhã algo fria, nesses idos de Novembro, dos anos oitenta. Nada me faria esperar a presença daquela ave em voo tranquilo naquele local. Árvores dispersas e tranquilidade absoluta . Mais depressa do que  levo a contar desapareceu entre a neblina. 


GALINHOLA EM VIAGEM
Galinhola em viagem

Aguarela. 29,5 X 25

A quem interesse junto sob esta breve mensagem uma outra aqui no blog acerca da forma como idealizei este quadro. 

Autor. José Pinto Lopes

domingo, 21 de março de 2021

O ENIGMA DAS MONTANHAS

 ( ... ) Mas as montanhas encerram ainda um tesouro único e muito especial. É lá como que cosidas com a vegetação, no interior das grandes e das pequenas grotas, na sombra, protegidas dos raios solares, do calor, do vento e da chuva, onde abunda mais frescura, onde o ar é mais húmido e pesado, lá, onde os vermes também se alimentam, que se escondem as galinholas. * 

Extraído do livro  do Dr: José Maria Da Cunha " Galinholas Nos Açores " 

Caso interesse a citada obra eis a forma de a obter. https://forms.gle/oWdqsb6ALBQSja4x7

 

                  

 

 

 




sexta-feira, 5 de março de 2021

GALINHOLA E BUFO REAL

 UMA DANÇA AO LUAR


Era uma noite, como algumas outras, para a galinhola.

 Havia terminado há já uns dias  o seu voo migratório e, à semelhança de outros anos procurou refúgio nos pinhais da beira mar. As dunas e o areal não lhe oferecem  nem comida nem abrigo, mas para obter esses bens  essenciais  é inevitável atravessar algumas clareiras, que separam uns dos outros.

 Durante o dia tem repousado sem percalços de monta. Um ou outro ruído, diferente da brisa ou do vento, algum caminhante solitário, nada mais.

 Veio o crepúsculo e com ele a noite.

 Noite bela, sem nuvens, luar que parece dia.

 Decide, então, elevar-se e rumar aos prados que distam alguns minutos de voo.

 Entra numa dessas clareiras e, subitamente, sente  um som abafado junto de si.

 Olha nessa direcção e esquiva-se com um golpe de asa, ao vulto que se aproxima.

 Este por sua vez inicia uma acrobacia aérea tentando novo rumo de aproximação.

  Notou a galinhola essa faculdade, respondendo com mais velocidade, dado que, dali,coisa boa não vinha com certeza.

 A névoa, que entretanto se formara era agora sua aliada. 

Decidido a  fazer da galinhola uma presa requintada, digna dele, o rei da noite, o bufo, uma vez perdido o factor surpresa, acaba por se conformar com a recusa para aquela " valsa " da meia noite, por parte da rainha das florestas e toma novo rumo. Outras oportunidades e outros pares haverá para uma dança ao luar não tão esquivas como a humilde galinhola. *

 



 

Galinhola  -  Scolopax rusticola rusticola - 

 Aprecia os lodaçais à beira-mar, é uma ave solitária. Com seu bico reto e comprido, revira o lodo à procura dos pequenos invertebrados dos quais se alimenta (moluscos e vermes).

 


Bufo-real (Bubo bubo

Habita em desfiladeiros, montanhas e vales profundos de rios, como o Douro e o Sabor. É uma espécie muito rara na Europa; em Portugal apenas devem existir algumas centenas de casais.

 

 

*  Texto : José Pinto Lopes